Uma senhora presbiteriana, Mary McIntyre, em conversa informal com Anne, manifestou sua disposição em vender sua pequena escola particular primária por 3 mil dólares, além de transferir a despesa com o aluguel do prédio.
Estando às vésperas da data do início do ano letivo nos colégios, os missionários decidiram assinar o contrato, mesmo não dispondo de tempo para consultar seus superiores nos Estados Unidos sobre o apoio econômico para tal empreendimento. Imediatamente, Anne, em companhia da ex-diretora, passou a visitar prováveis alunos na tentativa de conquistar suas matrículas.

Foi assim, que no dia 10 de janeiro de 1902, fundou-se o Colégio Progresso Brasileiro, na Alameda dos Bambus, 5, com 32 alunos. Pouco depois, os missionários foram informados de que a ajuda americana ao empreendimento não viria por falta de verba. Viram-se, portanto, em situação difícil, pois mês a mês, as entradas mal igualavam às saídas, apesar dos modestos ordenados dos professores. Decidiram então, realizar uma ampla reforma na casa para poder inaugurar um jardim da infância, na esperança de se aumentar a renda da escola. O esforço demonstrou ter sido uma ótima saída para driblar a crise. Os alunos chegaram em quantidade, pois aquele era o único departamento de ensino infantil particular da cidade.
Transporte
O serviço de transporte de alunos foi inaugurado em 1908. Duas famílias que moravam na Avenida Paulista (na época, a região das mansões dos barões do café), pediram condução para seus filhos. O Colégio aproveitou para iniciar o novo serviço, que em pouco tempo passou a transportar quarenta alunos por dia. Os recursos financeiros foram doados pelo próprio casal de missionários que, para isso, sacrificou o direito que tinha de viajar naquele ano aos Estados Unidos com as filhas.

Logo no início, estudou-se a possibilidade de se utilizar um automóvel. Entretanto, a desconfiança dos pais em relação aquele meio de transporte era tanta, que resolveram optar pelos serviços de um cocheiro. Anos mais tarde, o automóvel foi se tornando comum na cidade e a escola pôde adquirir um ônibus de fabricação especial para prestar esse serviço de forma mais eficiente.
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